Já postamos aqui no blog sobre o ATtiny85, e agora gostaríamos de apresentar um outro microcontrolador da família Atmel. Apesar do número em seu nome ser menor que 85, o Attiny84 é um meio termo entre o ATmega328 (usado nos Arduinos e Genuinos), e o ATtiny85 (usado na GEMMA). O Attiny84 vem em versões com 2k, 4k ou 8K Bytes de memória flash programável (com uma vida média de 10mil ciclos de escrita e reescrita). O que o situa entre um chip intermediário é o número de pinos de entrada e saída que, neste dispositivo, são apenas 12. Possui também um espaço de memória EEPROM (aquela memória persistente para guardar informações mesmo depois de desligado) que pode ser reescrito até 100mil vezes e você ainda pode usar sua placa Arduino para programar o chip usando a mesma IDE. Em termos de opção de projeto, é mais um dispositivo dentro do universo de plataformas que você terá à sua disposição. Sua similaridade aos dispositivos já conhecidos fazem dele um excelente candidato a projetos mais simples e pode representar uma boa redução de custos em seus projetos.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Etapas de Projeto: Escolhendo uma plataforma
Projetos
que usam plataformas de prototipagem, como os que mostramos aqui no
blog e os que apresentamos no www.natalmakers.com, possuem, cada um, suas características e finalidades próprias. Seja o universo de atuação do projeto ou sejam os indivíduos envolvidos, muitas coisas podem determinar a escolha de uma plataforma para desenvolvimento. Quem trabalha com software sabe que existem etapas bem definidas no desenvolvimento de um programa. Via de regra, é preciso de um tempo com a pessoa que encomendou aquele programa, para poder entender o que é que, de fato, a pessoa precisa. Algumas vezes, nem mesmo ela sabe o que quer, isso porque as soluções que podem resolver o problema dele estão na mente do projetista. Então é um trabalho de aprendizado contínuo que passa por conversas e mais conversas. E a cada vez se descobre mais, muita coisa é refeita, e é preciso evitar, ao máximo, o desperdício de tempo. Com hardware embarcado é similar, mas é preciso estar atento ao fato de que aqui estamos trabalhando com hardware e software, e isso pode trazer uma aumento de complexidade para o projeto. Que situações podem acontecer?
Escolher uma plataforma inadequada
Meu projeto é maior do que a plataforma suporta, ou ela é lenta demais para processar tudo o que ele pede. Por exemplo, sabemos que o clock do Arduino UNO é 16MHz. E agora eu quero trabalhar com processamento de imagens em tempo real. Seria essa a melhor escolha? Ou então eu quero armazenar dados de maneira persistente no Arduino UNO, que usa um ATMega328 (que possui 1024 bytes de EEPROM, uma memória que pode registrar informações mesmo quando o Arduino está desligado). Se a quantidade de informação cabe nesse espaço, é uma opção. Se não, devo partir para outra possibilidade.
Trocar de plataforma sem necessidade
Mesmo sabendo que a plataforma não possui os recursos que necessito para meu projeto, trocar de plataforma pode não ser a única opção. Existem os shields e módulos que servem para estender as funcionalidades do meu dispositivo. Nesse caso eu vou ter que tomar cuidado com a alimentação do dispositivo, porque colocar coisa demais e não fornecer energia suficiente também não é boa prática.
Serrar um graveto com uma serra elétrica
O oposto pode ocorrer. Posso estar querendo usar uma plataforma que possui recursos demais para fazer algo muito simples e que pode ser feito em uma plataforma menor e, certamente, mais barata. Existem muitas opções, e é preciso pesquisar e conversar.
Colocar shields e mais shields e mais shields...
Se uma plataforma não possui as funcionalidades que eu quero, comprar shields pode ser uma opção, mas antes disso posso ver outras plataformas que possuam a funcionalidade que eu quero já embutida. Isso ocorre muito em projetos que demandam comunicação sem fio. Algumas plataformas já trazem a comunicação embutida e muitas delas usam a mesma linguagem Wiring do Arduino para programação.
A solução não tem segredo: pesquisar, conversar, ler e descobrir a melhor opção.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Dispositivo: GEMMA, mais um mini!
As placas miniaturizadas são as mais adequadas para projetos vestíveis, por motivos óbvios. Adafruit lançou há alguns meses uma nova placa compatível com Arduino
chamada Adafruit GEMMA v2. Agora a mesma empresa Adafruit anuncia uma
placa com o mesmo hardware da GEMMA v2 chamada Arduino GEMMA. A
diferença é que a placa Arduino GEMMA será oficialmente suportada
na IDE do Arduino, sem a necessidade de se instalar nenhum plugin ou
driver a mais e, claro, terá o logo Arduino. É a primeira placa Arduino
fruto da parceria com a Adafruit firmada há alguns meses e a primeira placa Arduino fabricada nos Estados Unidos. Ela é uma placa bem pequena com formato circular, de 28 mm. de
diamêtro, feita para que se possa contruir vestíveis de maneira fácil utilizando o poder da programação Arduino.
Essa nova
placa conta com as seguintes características:
- Microcontrolador ATTiny85
- Pode operar a até 8MHz
- 8KB de Memória Flash (dos quais 2.75KB são usados para bootloader)
- 512 bytes de SRAM
- 512 bytes de EEPROM
- Tensão de alimentação: 4 a 16V via bateria
- Tensão de operação: 3.3V
- 3 Pinos digitais
- 3 canais de PWM
- 1 entrada analógica
- Conector Micro-USB para o bootloader via USB
- Conector de liga desliga
- Led indicativo de funcionamento
domingo, 16 de agosto de 2015
Projeto: ClimaDuino - Sistema de monitoramento climático distribuído
Como percebemos muitas vezes, analisando a natureza dos projetos e suas aplicações, o uso dos novos dispositivos embarcados extrapola todo e qualquer limite de campo de aplicação. Um dos campos mais interessante que ele alcança, permitindo um desenvolvimento que é capaz de mudar muitos conceitos e paradigmas, é o campo da pesquisa científica. O Grupo Open Hardware Brasil apresenta em seu blog o projeto Monitora Cerrado. Este projeto é de criação de uma rede de sensores distribuída para captação de dados climáticos formada pela junção de hardware e software livre, a parte de das estações é feitas com o hardware livre Arduino. Os dados são gerados pelas estações e enviados a um servidor central. O projeto tem embasamento no conceito de sistemas distribuídos, aplicando padrões de Internet das Coisas – (IoT - Internet of The Things).
O dispositivo que vemos na foto é uma versão reduzida do ClimaDuino, que utiliza o Attiny85 (aquele mesmo que já falamos aqui), DHT22 (um sensor de baixo custo para temperatura e umidade do ar) e Bluetooth. O ClimaDuino é o hardware físico que faz as medições e coletas de dados como temperatura, umidade, pressão atmosférica dentre outras medições possíveis. Clique no link se deseja conhecer mais o projeto e também ver o tutorial completo de como montá-lo, configurá-lo e implementá-lo.
domingo, 9 de agosto de 2015
Attiny85
Projetos baseados em plataforma devem atender a requisitos do projeto, mantendo sempre alguma folga em relação ao potencial necessário de processamento e memória. Trocando em miúdos, antes de iniciar a implementação de um projeto, deve-se verificar se a plataforma escolhida é capaz de processar e armazenar os dados completamente. Existem diversas plataformas, contendo diferentes configurações de memória e microcontrolador. Ao escolher uma plataforma, o projetista deve ter em mente todas as necessidades do projeto, como quantidade de sensores utilizados, rapidez do processamento, unidades de saída, etc. O ATtiny85 pode ser utilizado para substituir um Arduino em projetos de menor porte. Ele é um microcontrolador 8-bit Atmel com tecnologia AVR, possui 8 portas, 8K de espaço de programa memoria, 512 bytes de SRAM e EEPROM, seis linhas de I/O, 4 canais ADC de 10 bits, e Clock 20MHz.
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