sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Etapas de projeto: Testando o seu sistema


Ainda que pareça o fim do caminho, a etapa de testes de um projeto pode ser apenas o início de uma longa estrada. Dependendo da complexidade do projeto e de sua aplicação, os testes que são necessários para validar um sistema inteiro constituem um conjunto muitas vezes impossível de contemplar em um período de tempo limitado. Isso porque é muito difícil enxergar todas as possibilidades de situações que podem ocorrer durante o uso do sistema e que podem acarretar erros em sua utilização. É importante notar que os testes devem abranger diferentes níveis e que existem diferentes tipos de testes:

Testes para o software, embarcado ou não: o programa que está rodando em seu dispositivo ou em outros aplicativos que fazem parte do sistema inteiro precisam funcionar corretamente. Isso não quer dizer apenas estar livre de erros, mas estar adequado à funcionalidade para o qual se destina. O modo mais fácil de fazer isso é colocar o software para funcionar. Mesmo assim, os testes não precisam ficar somente para o final, durante todo o processo de desenvolvimento, pode-se testar as partes já terminadas.

Testes para o hardware: como o sistemas baseados em plataformas são constituídos de hardware e software, e, a integração desses dois componentes pode ser um desafio à parte, o hardware utilizado deve ser bem escolhido, bem como as outras partes constituintes do sistema, como sensores e atuadores. Entender e testar o funcionamento dessas partes é importante para não ter dores de cabeça posteriores. Exemplo: sensores digitais são constituídos de partes eletrônicas e muitos deles possuem pequenos chips que possuem uma faixa de temperatura para trabalho. O uso desses sensores em ambientes expostos ao sol podem danificá-los. O projetista não pode ignorar essas coisas.

Testes de funcionalidades: Funcionar corretamente pode não significar que o sistema funciona de acordo com o que necessita ou foi pedido. Deve-se perguntar ao final de tudo se o projeto responde às questões levantadas no início do seu desenvolvimento. É normal acontecer que, ao desenvolvermos um sistema solicitado por alguém, percebermos que nem mesmo a pessoa sabe o que quer. Isso acontece porque o ferramental disponível está na mente do desenvolvedor, e para ele é mais fácil perceber a solução para o problema. É com a experiência que se consegue entender o que o outro quer, mas mais ainda, o que ele precisa, e o que de fato é viável, com a tecnologia atual e com os recursos e tempo disponíveis.


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